longa exposição de michael wesely
para foto com seis meses de exposição ver aqui
A maior acusação ao romantismo não se fez ainda: é a de que ele representa a verdade interior humana. Os seus exageros, os seus ridículos, os seus poderes vários de comover e seduzir, residem em que ele é a figuração exterior do que há mais dentro na alma, mas concreto, visualizado, até possível, se o ser possível dependesse de outra coisa que não o Destino.
Fernando Pessoa, Livro do Desassossego
Não tinha lido esta entrevista a Ferraz da Costa que o senhor Pina recordou. E passei a gostar de Ferraz da Costa por considerar, que afinal existe alguém capaz de resumir o ponto a que este país chegou. Em primeiro lugar porque confirma que o Manuel Pinho é maluco. Em segundo lugar porque confirma o que nos trouxe realmente a entrada na comunidade europeia. Em resumo, a possibilidade de o estado investir em obras públicas, com possibilidades e recursos suficientes para a classe política roubar. Já tinha ficado esclarecido quando li as notícias daquele senhor que pagou as favas (de forma tão descontraída) de um sistema de desvio de fundos, desde o início da organização da nossa expo. E não me escandalizou nada o resultado da investigação no processo Freeport, sobre a intervenção de José Sócrates. Mesmo sem os factos, a verdade em que se acredita cada vez mais é a de que a classe politica deste país rouba de uma forma descarada e impune desde sempre. E acredito que José Sócrates, não foi o único, mas o melhor e mais produtivo, pela energia e resistência que demonstra por se sentir compensado nas suas ambições materiais, pela impaciência que o caracteriza e pela vaidade em ser considerado uma das pessoas mais bem vestidas do mundo. Tudo isto com inspiração pelo que de melhor que se faz lá fora nomeadamente nos E.U.A..
Não é de admirar pois, que a abstenção nas eleições cresça e as pessoas engordem.
… não tem nada que agradecer. Nós humildes apreciadores do seu trabalho é que teremos que agradecer.
Se, como diz este senhor, um artista invoca a criação do mundo, espalhando cascas de ovo no pavimento de uma sala, sem com isso sair do Bairro Alto, seja. Da minha parte passo.
Agora, se o pagamento dessa produção é feita com dinheiro público (que também é meu) só tenho uma coisa a dizer.
Despeçam-me já a pessoa que decidiu o patrocínio, porque não sabe cuidar do meu dinheiro.